Segunda-feira, Maio 23, 2005

What if?

Sometimes my words lack the confidence they are used to have

And I want to tell you

Those

I'm sorry

I allow myself to play a game

For I don't write about love

Allow to lie to myself and are the words that change,

It's just that I can't...It's just that I don't know

The confidence somehow still there.

But still...what if?

Sábado, Maio 14, 2005

Pequenos nadas IX

A fake drop of silence
Something that you never said
On a glimpse of time that came stumbling throughout the days

And so I smile
Reading your eyes
Like if they were mine

And so I grieve
Cleaning your tears
That should be mine

Segunda-feira, Março 28, 2005

Por dizer...

Partimos...
Partimos, mas não esquecemos.
Partimos, não esquecemos, mas por vezes também não nos lembramos.

Sem partir, sem esquecer e sem lembrar.

Tudo isto para dizer...que faz muito tempo que não leio Al Berto, mas quando o faço é assim:

"...no entanto eu sei que se conseguir escrever um verso que seja será suficiente para adiar o branco infinito da morte"

Tudo isto para dizer...que tudo o que foi dito...apenas serviu para dizer...que o mais importante...ainda o está por dizer.

Segunda-feira, Janeiro 17, 2005

Amar sem fugir

Vieste de mansinho por um caminho rodeado de luares, numa noite que nunca vi chegar, mas que encontro com um sabor às horas perdidas vivi sem ti, sem no entanto realmente conseguir sentir.

Vieste de mansinho, mas eu sabia, como sempre o sei, como sempre soube que eras tu, a dona do meu sorriso e quem sabe tudo o resto. Talvez nunca tenha sido dono de mim, ou talvez seja eu apenas dono de uma loucura sazonal que não reconheço nem encontro nos livros de medicina que desfolhei, numa frustante tentativa de me tentar reconhecer.

Procurara nos livros errados ? Talvez num poema ou num romance de cordel encontrasse mais semelhanças duma loucura que nunca o foi.

Talvez não tenha explicação...

Talvez apenas tu a tenhas...

Ou talvez não

Talvez seja apenas sentir sem pensar...

Amar-te sem fugir...




To: You Know Who

Sábado, Janeiro 15, 2005

Lágrimas sem sal

Passam sombras pelos meus olhos, mas eles recusam-se a fechar. Fico sem saber se é recusa, se incapacidade, se no meio de um piscar de olhos, caiu uma lágrima chorada e se perdeu num mar de gotas espalhadas ao vento para tocar no chão.

Lágrimas...

Lágrimas que passam nas veias, de um transporte já sem vida, apenas já só lá passa a existência de um tempo que passou e de uma memória que nunca ficou para além disso.

Ficou a presença...

A presença de uma ausência...

Apenas ausência...

E nessa ausência apenas a presença de algo ...

Lágrimas...

A falta de um beijo que ficou por dar e que guardas nos lábios que esboçam o sorriso que aparece e me faz que o mundo desaparece, para não mais voltar, para eu nunca mais lá querer voltar. Me prender de livre vontade num abraço que nunca lhe perdi o sabor. No entanto o número de abraços parecem escassos dados os segundo que sem ti agora passo.

Fico...

Fico no lugar que me deixaste, quando abandonaste a minha mão e os teus olhos já seguiam outras estrelas, numa direcção que nunca conheci.

E ficamos sem saber se foste tu que me deixaste, se eu, que nunca quis te seguir.

Apenas fico com a certeza, para mim, nenhum de nós chegou a partir, pois naquele sítio, o nosso, ao lado um do outro, nenhum de nós encontro lá.

Ficaram noites, dias, momentos e pouco mais...

Ficaram lágrimas...

Lágrimas de uns olhos que quando deixaram de te ver, já nem eu sei o que vejo.

Lágrimas sem o sal que lhe trás o sabor aos lábios que quando deixaram de te beijar, se recusam a largar qualquer beijo.

Segunda-feira, Novembro 15, 2004

Espaços Vazios

Já a noite se perdeu na imensidão das memórias vazias do resto das gentes que por lá passaram, deslumbraram e se esqueceram.Do que eu recordo a cada instante que por ti suspiro na esperança de encontrar um beijo perdido no ar que teima em me cercar, e ficar acompanhando a tua presença que para sempre a meu lado fica, quer tu estejas presente ou não.

O tempo já conseguiu alcançar marcas daquela noite que te conheci e me perdi nos olhos que me lançavas como se conseguisses ler as linhas do meu corpo como se lá estivessem letras cravadas a fogo e eu nunca me tivesse apercebido que alguma vez as tivesse.

E com o tempo chegaram as ruínas que se apoderaram de um momento que ficou cravado no meu tempo, no teu, e no próprio tempo, que não se deixa apagar num olhar que não se gasta e que ficará quando se fechar em si próprio, como fica no espaço por onde passas como um elo entre espaços vazios que é, o que todos os espaços são, sem ti.

E me encontro perdido numa imensidão de espaços vazios, mas quando te encontro, encontro tudo, no tempo que me econtro a mim, no espaço que te encontro a ti.

Quarta-feira, Novembro 03, 2004

Tempo

Já o tempo, todo ele cabe na palma da mão, insignificante como um grão que passa despercebido aos olhos de quem não se interessa, como eu.

Já a memória se esqueceu de se manter, qual tatuagem, marca de água, que se foi esbotando na falsidade de ser o que é, ou na tentativa de se fazer crer, ser o que não é, passado inundado por um passado que se esquece fazer recordar. E também ele passou ao lado, numa relatividade aparente, pois para ti, poderá parecer muito, mas para mim, esse tempo, anterior à tua presença, também foi muito, mas muito pouco, fora um piscar de olhos que durou durante todos esses anos que nunca te tive, e teria sido sempre assim, até teres aparecido. Pois só tu o conseguiste fazer, sem saber como, talvez, sem saber eu como, sem o "talvez" também, mas com a convicção na voz de quem o brada aos sete ventos e a todos os outros, mesmo sem eles existirem, ou talvez existam, que interessa.

Nunca será fútil, o oitavo existir ou não. O importante é que o oitavo, também ele, caso exista o saiba, também ele irá saber.

O importante é saber que deixei de existir...passei a viver...comecei a sentir.