Já o tempo, todo ele cabe na palma da mão, insignificante como um grão que passa despercebido aos olhos de quem não se interessa, como eu.
Já a memória se esqueceu de se manter, qual tatuagem, marca de água, que se foi esbotando na falsidade de ser o que é, ou na tentativa de se fazer crer, ser o que não é, passado inundado por um passado que se esquece fazer recordar. E também ele passou ao lado, numa relatividade aparente, pois para ti, poderá parecer muito, mas para mim, esse tempo, anterior à tua presença, também foi muito, mas muito pouco, fora um piscar de olhos que durou durante todos esses anos que nunca te tive, e teria sido sempre assim, até teres aparecido. Pois só tu o conseguiste fazer, sem saber como, talvez, sem saber eu como, sem o "talvez" também, mas com a convicção na voz de quem o brada aos sete ventos e a todos os outros, mesmo sem eles existirem, ou talvez existam, que interessa.
Nunca será fútil, o oitavo existir ou não. O importante é que o oitavo, também ele, caso exista o saiba, também ele irá saber.
O importante é saber que deixei de existir...passei a viver...comecei a sentir.