Terça-feira, Agosto 31, 2004

Chuva de lágrimas

Chego a casa derramando lágrimas que não são minhas. Lágrimas desse céu que se vestiu de negro, como um qualquer que se digna a dar a última despedida a um ente querido que parte, e que com esse, leva uma sua parte e uma lágrima que não chegou a escorrer, que não chegou a existir. Hoje, parece que todo o mundo se uniu num funeral e até esse céu os acompanha, escondendo o sol que trago nos olhos quando te vejo, beijo e desejo.

Tento lançar qualquer conversa de ocasião ao entrar porta dentro.
Beijas-me e eu calo-me.
Amamo-nos e ambos nos calamos.