Terça-feira, Agosto 31, 2004

Vazio espelhado

Digo-te que não te quero
E é por ti que desespero

Digo-te que não te amo
Mas em sonhos, é o teu nome que chamo

E de ti apenas ficou a côr branca, qual vazio espelhado numa folha de papel, como o infinito abismo que me escorre de uma lágrima que ainda não chorei, nem tão pouco sei quando o vou fazer, ou sequer se o irei fazer. Receio que nunca sairás de mim. Deixarás o buraco da ausência de uma presença que nunca tive. Serás como os segundos que por mim já passaram sem oportunidade de os recordar ou recuperar a sua força.

No entanto o relógio não pára. E eu apenas tenho uma mão cheia de nada para dar à eternidade.