Mar
Trazia no olhar aquele incêndio que se reflectia naquelas águas que tanto amavas, em que te sufocavas de tanto querer beijar. Ambos o traziamos. Talvez fosse por isso que nos amavamos. Apenas o mar, era o nosso amor.E fomos sempre, apenas os três; eu, tu e o mar.
Até o dia em que ganhaste a coragem de partir. Embarcaste numa vaga que ainda hoje penso que tinha a forma de uma mão, te pegou e levou para longe. Ficando eu, qual âncora numa praia, sem objectivo. Apenas fiquei com a recordação de uma onda, a qual comparo a todas as outras, que desde esse dia de cobarde te vi partir e não me mexi.
Agora trago o peso dos teus anos de ausência nos olhos que não me deixam tomar o mar como transporte para a teu lado novamente adormecer. Talvez esteja à espera de uma palavra tua. De um chamamento que tarda em aparecer. Talvez à procura de os anos perdidos num mar que nunca foi meu. Talvez à espera de morrer. Quem sabe, à tua espera, para novamente viver.
Até o dia em que ganhaste a coragem de partir. Embarcaste numa vaga que ainda hoje penso que tinha a forma de uma mão, te pegou e levou para longe. Ficando eu, qual âncora numa praia, sem objectivo. Apenas fiquei com a recordação de uma onda, a qual comparo a todas as outras, que desde esse dia de cobarde te vi partir e não me mexi.
Agora trago o peso dos teus anos de ausência nos olhos que não me deixam tomar o mar como transporte para a teu lado novamente adormecer. Talvez esteja à espera de uma palavra tua. De um chamamento que tarda em aparecer. Talvez à procura de os anos perdidos num mar que nunca foi meu. Talvez à espera de morrer. Quem sabe, à tua espera, para novamente viver.


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