Sem mudanças
Para ti nada mudou. O mundo continua igual. O branco...ficou branco. Quando eu agora detecto tons de vermelho de todo o sangue que sangrei na última noite em que te vi partir para um carro que te levou para longe e eu nunca consegui impedir. Embora o carro tenha parado face ao meu corpo estendido no meio da estrada, tu continuaste, e eu não te consegui manter. Apenas ficou o teu corpo para fazer marcha, sem nunca recuares.
E agora escrevo em folhas negras, para não recordar o vermelho que tem o teu nome. Escrevo em tons de azul e em mim nunca ficaste realmente. Porque o branco é a ausência de côr, tal como foste para mim, apenas uma ausência de amor, que tal como o branco, é ausência que se vê.
E agora escrevo em folhas negras, para não recordar o vermelho que tem o teu nome. Escrevo em tons de azul e em mim nunca ficaste realmente. Porque o branco é a ausência de côr, tal como foste para mim, apenas uma ausência de amor, que tal como o branco, é ausência que se vê.


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